Cuidados essenciais em trabalhos com plataformas elevatórias

As plataformas elevatórias móveis de trabalho, também chamadas de PEMT, facilitam atividades de manutenção, montagem, instalação e acesso a pontos elevados. Entretanto, sua utilização exige planejamento, operadores capacitados e atenção constante às condições do local.

A escolha de um equipamento adequado é apenas uma parte do processo. A segurança depende da forma como a atividade é planejada e executada antes, durante e depois da operação.

1. Escolha a plataforma adequada

Existem plataformas com diferentes sistemas de elevação, alturas, capacidades, dimensões e formas de deslocamento. A escolha deve considerar:

  • Altura de trabalho;
  • Alcance horizontal;
  • Capacidade da plataforma;
  • Número de ocupantes permitido;
  • Espaço para movimentação;
  • Condições do piso;
  • Obstáculos existentes;
  • Operação interna ou externa;
  • Limitações indicadas pelo fabricante.

A capacidade informada não se refere apenas ao peso dos trabalhadores. Ferramentas, materiais e demais itens transportados também devem entrar no cálculo.

2. Avalie o local antes da operação

A área deve ser inspecionada antes do início do trabalho. Essa avaliação ajuda a identificar riscos que podem comprometer o deslocamento ou a estabilidade da plataforma.

Verifique a existência de:

  • Desníveis, buracos e inclinações;
  • Solo frágil ou irregular;
  • Obstáculos aéreos;
  • Estruturas com baixa altura;
  • Trânsito de veículos e pedestres;
  • Áreas com risco de queda de materiais;
  • Redes e instalações elétricas;
  • Condições climáticas desfavoráveis.

O operador previamente capacitado pelo empregador deve realizar a inspeção diária do local onde a PEMT será utilizada, conforme previsto na NR-18.

3. Faça a inspeção do equipamento

Antes do uso diário ou no início de cada turno, a plataforma deve passar por inspeção visual e teste funcional. O objetivo é identificar falhas, danos ou alterações que possam comprometer a segurança.

A verificação deve seguir o manual e as orientações do fabricante, incluindo itens como comandos, alarmes, dispositivos de emergência, pneus, estrutura, vazamentos, níveis e demais componentes aplicáveis ao modelo.

Caso seja encontrada uma irregularidade que comprometa a operação, o equipamento não deve ser utilizado até que a situação seja avaliada e corrigida por pessoa capacitada.

4. Garanta capacitação e autorização

A operação não deve ser realizada por uma pessoa sem o preparo necessário. Além de conhecer os comandos, o profissional precisa compreender as limitações do equipamento, os riscos da atividade e os procedimentos de emergência.

A NR-35 determina que o trabalho em altura seja realizado por trabalhador capacitado e formalmente autorizado pela organização, considerando também sua aptidão clínica para a atividade.

A capacitação deve ser compatível com o serviço executado e não pode ser substituída apenas pela experiência prática.

5. Realize a análise de risco

Todo trabalho em altura deve ser precedido por uma Análise de Risco. Essa etapa identifica perigos e define as medidas necessárias para executar a atividade com segurança.

A análise deve considerar, entre outros fatores:

  • Condições do local;
  • Risco de queda de pessoas e materiais;
  • Equipamentos e sistemas de proteção;
  • Trabalhos simultâneos;
  • Presença de instalações elétricas;
  • Condições meteorológicas;
  • Procedimentos de emergência e resgate;
  • Necessidade de isolamento da área.

Em atividades não rotineiras, também pode ser necessária uma Permissão de Trabalho, conforme a avaliação e os requisitos aplicáveis.

6. Respeite os limites da plataforma

A capacidade máxima, a altura permitida e as condições de operação devem ser respeitadas em todas as etapas.

Não se deve improvisar o uso de escadas, bancos ou outros objetos sobre a plataforma para alcançar uma altura adicional. Também não é permitido utilizar o equipamento para finalidades diferentes daquelas previstas pelo fabricante.

Os ocupantes devem manter o corpo dentro da área protegida e evitar movimentos que alterem o equilíbrio da plataforma.

7. Utilize os sistemas de proteção corretamente

Os sistemas de proteção coletiva e individual devem ser definidos conforme a análise de risco, a legislação aplicável e as orientações do fabricante.

Quando houver exigência de cinturão, talabarte ou outro sistema de proteção contra quedas, é fundamental utilizar componentes adequados, inspecionados e conectados aos pontos previstos para essa finalidade.

O uso de EPI não elimina a necessidade de planejamento, proteção coletiva, capacitação e supervisão.

8. Isole e sinalize a área

A região abaixo e ao redor da plataforma pode ficar exposta à circulação do equipamento ou à queda de ferramentas e materiais.

Por isso, a área deve ser isolada e sinalizada de acordo com os riscos identificados. Ferramentas e objetos também precisam ser armazenados ou presos de forma segura quando houver possibilidade de queda.

9. Observe o clima e o ambiente

Vento, chuva, baixa visibilidade e descargas atmosféricas podem modificar as condições previstas inicialmente. Os limites definidos pelo fabricante devem ser respeitados, especialmente em operações externas.

Se surgir uma condição de risco não prevista e que não possa ser controlada imediatamente, o trabalho deve ser interrompido e reavaliado.

10. Planeje situações de emergência

A equipe precisa saber como agir em caso de falha, mal súbito, travamento ou outra emergência. Os comandos de descida de emergência devem estar acessíveis, e as pessoas envolvidas precisam conhecer os procedimentos estabelecidos.

O planejamento de resgate deve considerar o tipo de plataforma, a altura, o ambiente e os possíveis cenários de emergência. Depender apenas do acionamento de serviços externos pode não ser suficiente para todas as situações.

11. Não improvise reparos

Falhas e danos devem ser comunicados imediatamente. A manutenção da PEMT precisa ser realizada por pessoa com capacitação específica para a marca e o modelo do equipamento, conforme a NR-18.

Improvisações, alterações nos sistemas de segurança e reparos realizados por pessoas não capacitadas podem criar riscos ainda maiores.

Conclusão

A segurança com plataformas elevatórias depende de uma combinação de fatores: equipamento adequado, análise de risco, inspeção, capacitação, respeito aos limites técnicos e preparação para emergências.

A locação de uma plataforma em boas condições é importante, mas não substitui as responsabilidades da empresa na organização e supervisão do trabalho.

Antes de iniciar a atividade, confirme as características da operação e siga o manual do fabricante, as normas aplicáveis e as orientações dos profissionais responsáveis pela segurança.

A Brax Rental oferece soluções de elevação para empresas que precisam realizar serviços em altura com mais estrutura, produtividade e planejamento.